Sonhos em Cócegas

"Nem tudo é cinzento, ainda há pontos com luz" | Ever After Photos
Conto as luzes das casas 
sem gente,
pendurada na janela,
de cabelos rendidos à
dança da mente.
Viajo pela saudade 
que estica, repuxa e rompe
a alma em obesidade.
Rasga a vontade e
beija-me sob as flores;
ergue-me acima de
tudo isto,
p'la brisa macia
da música que amacia
os ataques de gravilha
a esta minha ilha.

Não, 
não há mais p'ra doer.
Não mais do que já doeu.

04 & 18.09.2012

"Crazy" | The Kills

2 degraus subidos:

  1. Engraçado, nunca fui muito ligado a poesia, mas desde que conheci a Sílvia de alguma forma, mesmo não sendo ela propriamente a mostrar-me a poesia, comecei a gostar. A ler aqui e ali. A ver e sentir as palavras de uma forma minha e não propriamente o que o autor expressava.
    Ao ler este teu fantástico poema, consigo fazer duas leituras, ou melhor, acho que o escreveste inspirada num assunto completamente diferente daquele que eu identifico no poema. É por isso que acho mágico. Parabéns.
    Beijinhos

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    Respostas
    1. A Sílvia e os seus livros ...! Que saudade!! :)
      Nunca entendi por que é que os professores nos impingem a interpretação dada pelos autores sem antes perguntar a nossa... Crescemos a tentar entendê-los e acabamos por perder o interesse de ler este tipo de texto.
      Fico muito feliz por teres gostado! Obrigada pela foto maravilhosa :))
      Beijinho*

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