Vai

A música da madrugada liberta
memórias privadas pelo tempo 
mas autuadas pela inspiração.

Aqueço-me neste barco,
tal berço entre o mar em agitação,
transbordante e gotejante 
pelas paredes de pele branca.
Entre o tumulto de tempestades,
e de coração confessado,
devolvido e subnutrido,
lanço tudo de mim.

Encontro feldade no espelho e a derrota na rotina;
A ofensa no confuso na utopia dos sonhos e
a febre na alma sacudida.
Passo o lenço na tristeza.
[Vai.]